quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Serão feitas as defesas dos 3 ex-diretores do Banco Rural, do deputado João Paulo Cunha e do ex ministro de Comunicação Luiz Gushiken

Começou nesta quarta-feira, novamente com quase meia hora de atraso, o quinto dia do julgamento do mensalão e o terceiro das sustentações orais da defesa. O STF (Supremo Tribunal Federal) ouve hoje a defesa de mais cinco réus que integrariam o núcleo operacional e financeiro do esquema do mensalão.
Pelo cronograma, farão a sustentação oral primeiro os advogados dos três ex-diretores do Banco Rural: José Roberto Salgado, Vinícius Samarane e Ayanna Tenório. Cada advogado terá até uma hora para falar.
Salgado é acusado de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, peculato e evasão de divisas.
Vinícius Samarane responde por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e gestão fraudulenta. Ayanna Tenório é acusada de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta.
Em seguida será ouvido o advogado do deputado João Paulo Cunha (PT-SP) e, por fim, o do ex ministro de Comunicação Luiz Gushiken.
Cronologia
No primeiro dia do julgamento os ministros analisaram uma questão de ordem trazida por três advogados. Eles questionavam o fato de todos os réus estarem sendo julgados pelo STF quando apenas três deles possuem foro privilegiado – os deputados federais Pedro Henry (PP-MT), João Paulo Cunha (PT-SP) e Valdemar Costa Neto (PR-SP). Nove dos 11 ministros presentes no julgamento votaram contra o desmembramento do processo.
Por causa da análise da questão de ordem, o julgamento ficou um dia atrasado e o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que faria a acusação no primeiro dia do julgamento, precisou fazer no segundo. Gurgel pediu a condenação de 36 dos 38 réus do mensalão.
No terceiro dia do julgamento foram feitas as defesas de José Dirceu de Oliveira e Silva, José Genoíno Neto, Delúbio Soares de Castro, Marcos Valério Fernandes de Souza e Ramon Hollerbach Cardoso.
Arnaldo Malheiros Filho, que defende Delúbio, e Marcelo Leonardo, defensor de Marcos Valério,admitiram a existência de caixa dois para beneficiar a campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002, pelo PT.
No quarto dia de trabalho dos ministros, foram ouvidas as defesas de Cristiano Mello Paz, empresário e sócio de Marcos Valério de Souza, Rogério Lanza Tolentino, advogado ligado a Marcos Valério, Simone Reis Lobo de Vasconcelos, ex-diretora financeira da empresa de publicidade SMPB, Geiza Dias dos Santos, ex-gerente financeira da SMPB, e Kátia Rabello, ex-presidente do Banco Rural.
Entenda o processo
A denúncia do mensalão foi feita em 2006 pelo ex-procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, e aceita em 2007 pelos ministros do STF. O esquema, segundo a acusação, inclui compra de votos e formação de caixa dois para a campanha do então candidato à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva.
Ao todo, 40 réus foram acusados pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, peculato, evasão de divisas e gestão fraudulenta de instituição financeira.
Dois deles tiveram o processo suspenso. Silvio Pereira, ex-secretário-geral do PT, que fez um acordo com a Justiça para não ser processado e cumpriu 750 horas de serviço comunitário. E José Janene, em razão de sua morte, em 2010.
Nenhum comentário:
Postar um comentário