Começa nesta segunda-feira o 12º dia de julgamento do mensalão pelo STF (Supremo Tribunal.
Federal) com a expectativa das primeiras decisões de absolvição ou condenação dos réus. A sessão deve ser iniciada com a continuidade do voto do ministro relator Joaquim Barbosa, que começou as considerações na última quinta-feira.
O presidente do STF, Carlos Ayres Britto, divulgou que a votação dos ministros será fatiada por situações criminosas, e não lida por inteiro, como queria Lewandowski . Entretanto, ainda há dúvidas de como os ministros procederão de fato na hora de votar. Lewandowski fará as considerações segundo a conduta de cada réu.
Joaquim Barbosa, ministro relator do processo que apresentou seu voto na última quinta-feira, defende a leitura de um resumo do voto e as considerações seguindo a sequência dos sete capítulos apresentados pela Procuradoria-Geral da República na denúncia.
Cronologia
O julgamento do mensalão começou no dia 2 de agosto com a apresentação análise uma questão de ordem trazida por três advogados sobre o fato de todos os réus estarem sendo julgados pelo STF quando apenas três deles possuem foro privilegiado. No dia seguinte, o procurador geral da República, Roberto Gurgel, apresentou a acusação e pediu a condenação de 36 dos 38 réus do mensalão.
A partir do terceiro dia começaram a ser feitas as defesas dos réus. Cinco advogados por dia apresentaram a defesa entre até o décimo dia de julgamento. Também no décimo dia, os ministros do STF aceitaram o pedido de nulidade do processo feito pela defesa de Carlos Alberto Quaglia, dono da empresa Natimar, que passará a ser julgado em primeira instância.
No 11º dia, o ministro Joaquim Barbosa, relator do processo, começou a apresentar seu voto. Ele pediu a condenação do deputado federal João Paulo Cunha por corrupção passiva e dos sócios das empresas SMP&B e DNA Comunicação, Marcos Valério, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, por corrupção ativa.
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